O Silêncio Que Precede o Esporro
O frio na barriga é inevitável, amanhã o Vasco volta a
decidir uma final de Taça Rio. O adversário não é o Botafogo de Garrincha, não
conta com a genialidade Didi e muito menos com o Nilton Santos, mas merece ser
respeitado. Eu estava no Maracanã na última final contra o alvinegro, em 2010,
lembro bem do gol do Fábio Ferreira, do sentimento amargo, do olhar da minha
irmã e de seu grito no fatídico lance. O Vasco vivia momentos difíceis naquela
época.
Desde então, é verdade que muita coisa mudou. O Gigante da
Colina despertou, o Vasco se fortaleceu e pôs fim ao jejum de título com a
conquista da inesquecível Copa do Brasil de 2011. Vivemos tempos felizes,
podemos considerar que sim, temos um grupo competitivo e identificado com as
cores do clube. Mas felicidade é batalhada dia após dia e a guerra, às vezes, é perdida em 90 minutos. Corrijo a sentença: o frio na barriga é indispensável, amanhã é dia de guerra, de gritar alto, de disputar todas as bolas. Tudo pelo Vasco, sempre pelo Vasco!! Dia de escrever mais capítulo em nossa história vencedora.







